Sei que era dia de semana, mais um dia daqueles em que o atraso do meu pai era motivo de angustia e medo, as horas passavam o ir e vir da minha madrasta na janela, representava o momento crucial de que a noite seria mais uma daquelas, em que você está num pesadelo precisando de ajuda, começa a gritar e sua voz não sai. Um cigarro atrás do outro, pronto passou tempo demais. Minha madrasta corre para arrumar a bolsa, colocar suas coisas e do meu irmão e sair dali o mais rápido possível, mais fazer o que com a filha do marido? Levar aquela criança para que não sofra com as conseqüências de um pai que ao chegar quebraria tudo, acenderia todas as luzes da casa, colocaria o som no último volume e não há deixaria dormi. Que entraria em seu quarto onde encontraria escondida debaixo do lençol na tentativa de não ser percebida por aquele homem que era o próprio bicho papão de sua infância. Que arrancaria pelos braços daquela ‘’proteção’’ ou leva lá para ser realmente protegida? (eu ficava na expectativa de ser levada mais nem sempre acontecia) e aquela madrugada era eterna até que ele adormecesse.

Comentários

  1. Oi, Luciana estava visitando seu blog, porque vi sua mensagem referente ao preconceito sobre nós bipolares, e achei sua atitude muito digna, gostei de vc, obrigada por nos defender, mostra que vc tem uma personalidade forte.
    estou agora ente seus seguidores, me visita, e seja tb uma das minhas seguidoras, lá tem um pouco que consigo colocar de minha vida,.

    ABRAÇO,

    TRICA

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