quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Minhas memórias


Eu ficava estática, calada por fora, mais a alma gritante clamando por socorro. Medo e tristeza era o que me aguardava na calada da noite, ele vinha não falava nada e nem olhava nos meus olhos apenas sutilmente me virava para parede e deitava ao meu lado me envolvia com seus braços longos em meu pequeno corpo frágil de uma criança e me tocava na   ânsia de se satisfazer. Minha alma dilacerada,  apenas não via a hora de tudo acabar logo.
Ele seria o meu  herói se a historia fosse outra, mais se tornou o vilão o bandido mais terrível dos meus pesadelos, meu pai. 

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